Palavras soltas...

(...) "Tenho aprendido muitas coisas nos últimos tempos. Uma delas é que jamais podemos deixar para amanhã um gesto de carinho, um sorriso verdadeiro, uma declaração de amor."

Confira a crônica completa clicando aqui.

domingo, 18 de abril de 2010

Receita pra vencer...



Domingão de calor. Acordei cedo depois de uma noite de alegria comemorando o aniversário do meu herdeiro ao lado de família e amigos.
Não havia ressaca. Mas, por outro lado, eu não estava a fim de fazer nada do que tinha pra fazer.
Tava rolando um churrasquinho na casa de uma amiga. Liguei só avisando que não iria. Na casa do compadre, mais churrasco e cerveja. Nem fui.
Ah, não rola, apesar de domingo, eu trabalho. E é foda ter que parar no meio da festa para ir trampar. Logo, logo isso vai mudar, eu espero...
Pra ocupar a cabeça e disfarçar um pouco a saudade de alguém muito especial, decidi acompanhar a final da Super Liga de Vôlei Feminino.
Uau!
Meu! As minas jogam muito!
Mas o que mais encanta e fascina é a vibração dessas mulheres.
Parecem frágeis, mas são verdadeiras fortalezas com coques no cabelo, maquiagem, batom e esmaltes de todas as cores, desde o verde ao sucesso da moda, o rosa-chiclete!
Cada rosto mais belo do que o outro e para quem assiste é impossível não se contagiar, não entrar no clima. Não, não tem como não torcer.
Não tenho tal fé. Mas, admirava a cada beijo do crucifixo dado pelas moças de ambos os times. O sinal da cruz antes de entrar em quadra.
A fé.
No meu caso, escolhi torcer para o time do Osaco. Primeiramente por dó. Afinal, o time perdeu as quatro últimas finais, todas disputadas contra o Rio de Janeiro, o time do técnico Bernadinho e mais uma vez, o outro finalista.
Mas percebi que elas não precisavam da minha pena.
O time venceu o primeiro set. Desconcentrou-se, porém, e perdeu os dois seguintes. Aí, surgiu Natália! Nome bonito. Aliás, nome de princesa.
Natália! Apenas vinte anos. Uma gigante.
Quem assistiu a partida percebia a vontade, raça e superação dessa moça. Incrível!
Com uma mistura de desabafo e alegria a cada ponto marcado, a atacante do time paulista me fazia arrepiar. Foi impossível segurar a lágrima que queria sair pelos olhos. Essas coisas realmente me emocionam.
Então, com o placar adverso e depois de o árbitro, erroneamente, anular um ponto do seu time, a menina se transformou. Chamou a responsabilidade para si e deu conta do recado. O Osasco venceu o quarto set e levou a decisão para o quinto, onde, após sair perdendo de 4 a 0, venceu com show de Natália e de toda a equipe, contagiada por aquela energia e formando a tal da sinergia...
Fé. Superação. Vontade. Alegria e raiva contra a injustiça. Ingredientes da receita de um bolo chamado vitória!
Parabéns ao Osasco e a chef Natália, a guerreira. Parabéns à atacante Jaque, eleita a melhor jogadora da final... Parabéns ao esporte brasileiro.

4 comentários:

Jéssica disse...

Tbm adorei o jogo. Mas adorei mais ainda esse seu texto. Não sei como, mas vc consegue falar de coisas simples de uma forma tão intensa...
Mil bjos! Saudades!

Claudiney disse...

Vi só os dois últimos sets da partida. Mas foram realmente muito bons, assim como o seu texto sobre o tema!
Vibração é tudo!

E o jogo do Menguinho??? kkkk

Aline disse...

Como vc sabe, meu esporte preferido é vôlei. Ontem, adorei o jogo! E hoje adorei a crônica.
Realmente PF, quando a gente deposita amor aos desafios propostos pela vida, geralmente dá certo. Ontem as jogadoras do Osasco demonstraram isso na prática!!!!!
Também adorei sua crônica! (me tornei sua seguidora, viu?)
Bjo

Paulo disse...

Oi galera!
Obrigado pelos comentários!

Ney, meu caro torcedor do Vice da Gama, é lógico que vou postar algo sobre aquela tragédia maracanesca onde o Mengão Todo Poderoso e Doutrinador Geral das torcidas mal vestidas perdeu para o Foguinho.
O texto já esta até pronto, aliás. Mas, esta no outro pc... Hoje a noite, meu caro. Hoje a noite.
Abraços kkkkkk