Palavras soltas...

(...) "Tenho aprendido muitas coisas nos últimos tempos. Uma delas é que jamais podemos deixar para amanhã um gesto de carinho, um sorriso verdadeiro, uma declaração de amor."

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sábado, 23 de outubro de 2010

Enquanto a carona não chega


Ando meio sem inspiração pra escrever esses dias.
Mas, agora, enquanto espero a carona pra dar umas voltas, fiquei pensando em algumas coisas. Apenas pensamentos soltos. Resolvi registrar.
Se você se dispõe a ler meus devaneios, depois me conte o que acha de tudo. Adoro dividir e discutir opiniões.

Sei lá, vejo certas coisas que não entram na minha cabeça. E olha que me considero um cara de cabeça aberta.
Vamos a um exemplo prático. Atualmente não sigo nenhuma religião. Ando acreditando que as religiões estão muito mais moralistas do que espiritualistas. Preocupam-se muito mais em zelar pelos bons costumes do que aliviar as feridas das almas. É o que penso.
Mas, vá lá. Ainda assim, em certos casos, a religião é a panacéia na vida de algumas pessoas taxadas como perdidas nessa sociedade falsa e com mania de estereotipar tudo.
No entanto, certas coisas chegam a me provocar repulsa. Pessoas religiosas em seus templos, igrejas, centros ou terreiros, que, na prática, não aplicam a doutrina imposta pela religião.
Pessoas que, na frente do padre e dos fieis, por exemplo, pregam a caridade, a honestidade, a fidelidade e o amor ao próximo; mas, por outro lado, fora dali, são exatamente o contrário.
Do que adianta, por exemplo, dar esmola pra igreja e não dar um tostão para um maltrapilho na rua? Muitos vão dizer que o dinheiro pode ser usado pelo maltrapilho para comprar pinga. Mas aí, o problema é dele. O interessante é fazer sua parte!
Outro caso. Do que adianta ir a igreja rezar, ao centro espírita tomar passe, a um templo budista meditar e, ao sair dali, nada do que foi ensinado, refletido ou prometido ser cumprido em prol do próximo?
Ah, tenha “santa” paciência.
É muito bonitinho, ir lá, fazer a catequese ou discutir a caridade! Mas é uma hipocrisia o que tenho visto por aí. São pais de família “religiosos” e com duas esposas e uma amante. Esposas dedicadas e fiéis nos recintos familiar e religioso e, fora dali, adeptas da poligamia.
É muito fácil, raro leitor, dizer que acredita em Deus e que os ensinamentos dele são lindos e belos. É fácil demais ajoelhar-se, chorar de emoção, de tristeza e ser acolhido em um desses lugares. É poético ouvir os ensinamentos de um líder espiritual e se sentir renovado ao final da missa, da seção ou seja la o que for. Mas, ao sair dali, voltar ao seu normal, ser mentiroso, falso e, um patético fofoqueiro, que só cuida da vida alheia.
É bonito, por exemplo, sair com a bíblia debaixo do braço gritar para os quatro cantos do mundo que segue o que nela esta escrito! Mesmo que o que esteja escrito lá seja um monte de mentira e bobagem, ao assumir que iria seguir, a pessoa se comprometeu. Então cumpra. Tenha brio.
Estou cansado de hipocrisia.
Ah, por favor! Do que adianta rezar o terço, colocar velinhas para os santos em um altarzinho montado no canto do quarto se, no outro dia, o cidadão continua o mesmo lixo, o mesmo ladrão, cínico e outras tantas coisas? Alguém me explica?
Talvez seja melhor ser um vagabundo assumido do que um vagabundo mascarado, travestido de cordeiro e coitadinho.
É muito fácil colocar tudo nas mãos de Deus e sair praticando atos que magoam, destroem, matam, do que assumir sua parcela de responsabilidade. É facílimo errar, errar, errar e depois se confessar, pedir perdão a Deus ou passar por uma seção de descarrego ou ainda um simples e bem vindo passe no centro espírita. Alivia a consciência... “Deus vai me perdoar e me ajudar para que eu não seja mais assim...”

Trocando de assunto.
Veja bem, raro leitor, como é a vida. Há momentos em sua existência em que procurar explicação para certos acontecimentos é bobagem.
Vamos lá.
Certamente, você já se apaixonou por alguém. Talvez tenha se apaixonado pelo olhar, pelo sorriso ou pelo jeito de falar dessa pessoa. Talvez tenha se apaixonado pelo jeito de beijar todo especial ao qual foi apresentado. Ou, naturalmente, pela forma em que você e essa pessoa se davam tão bem na hora do prazer, do sexo e – para alguns – no momento em que se amavam.
Num belo dia, porém, isso tudo cai por terra.
De repente, a paixão acaba. Acaba não por culpa da pessoa. Não por culpa sua. Alias, não há culpados para isso.
É normal, se formos olhar bem.
Mas, de repente, você descobre, sem querer, que a princesa ou o príncipe encantado não existem. Não porque a pessoa tenha perdido sua majestade e o reinado tenha vindo abaixo. Não é isso. O príncipe – ou a princesa – nunca existiu. Era tudo fantasia. Fantasia da sua cabecinha tola e apaixonada, talvez encantada com aquele sorriso.
Descobre, da pior maneira possível, que dentre tantas coisas importantes – realmente importantes – a pessoa se preocupa com futilidades, com o que os outros vão pensar.
Descobre que, na verdade, enquanto pra você o que vale é estar junto – mesmo quebrados, sem nenhum tostão e assistindo Globo Repórter numa bruta sexta-feira – pra ela, para a outra pessoa, o barato é mostrar ao mundo que existe um novo casal na cidade. Um casal feliz, sorridente, tal qual uma daquelas propagandas de refrigerante.
Acho que é isso.
Vou passear...



5 comentários:

Mônica disse...

(quase que nao conseguia comentar por causa da senha)
Concordo com você quando você fala de religião, só nao sei ou talvez nao tenha total propriedade em dizer se é realmente a religião ou os seus seguidores que distorcem as coisas, os ensinamentos... enfim. Tambem nao preciso de um templo ou de um padre/pastor pra me ligar com as divindades (quais???)
Beijooos

Jéssica disse...

Se eu entendi bem voce nao esta criticando as religioes e sim discordando daqueles que se pregam algo lindo e maravilhoso e na seguem na pratica o que deermina a religiao ou deus que seguem.
é isso mesmo?

quanto ao segundo ponto de vista. é triste mas é real.

bjo

Jéssica disse...

CORRRIGINDO

Se eu entendi bem voce nao esta criticando as religioes e sim discordando daqueles que pregam algo lindo e maravilhoso e não seguem na pratica o que determina a religiao ou deus que seguem.
é isso mesmo?

quanto ao segundo ponto de vista. é triste mas é real.

bjo

Ney disse...

O que penso é que a vida deveria ser mais simples. As pessoas deveriam ser mais autenticas. O mundo poderia ser menos falso. E a amizade deveria valer mais do que a notariedade.

Concordo com vc, Paulo Fernando. Pessoas de duas faces so fazem mal ao mundo. Antes ser um ogro assumido do que um cordeirinho travestido, como voce bem disse.

Abraço

Luciene disse...

:)
Hipocrisia é phoda mesmo.

bjim