Palavras soltas...

(...) "Tenho aprendido muitas coisas nos últimos tempos. Uma delas é que jamais podemos deixar para amanhã um gesto de carinho, um sorriso verdadeiro, uma declaração de amor."

Confira a crônica completa clicando aqui.

quarta-feira, 24 de junho de 2009


Ah, o amor...

Em muitas conversas com amigos, sobretudo em mesinhas de butecos e até lanchonetes da faculdade, a gente tenta explicar, entender, descobrir o que é o amor. Difícil. Aliás, o amor é complicado e, muitas vezes, cruel. Cruel porque, de todos os seres, apenas o ser humano ama, e tudo que vem do humano, tem a triste tendência de se estragar, acabar – tornar-se humano demais.
Falando nisso, um dias desses, eu lia sobre o tal do amor platônico que, segundo o livro, é uma expressão usada para designar um amor ideal, alheio a interesses ou gozos. No sentido popular, o Love Platonic, pode ser um amor impossível de se realizar, perfeito, ideal, puro, casto!
Estranho né? O amor ideal é, ao mesmo tempo, impossível!
Pois bem. Amor ideal, pelo que aprendi em meus poucos anos de vida é o amor entre pais e filhos – sobretudo o dos pais/mães pelas suas crias. E olha que não é difícil ver muitos absurdos por aí, como mãe jogando filho em lixo e pai estuprando filha. (...)
Contudo, no mesmo livro, é revelado que isso não passa de uma má interpretação da filosofia de Platão, ao vincular o atributo “platônico” ao sentido de algo existente apenas no plano das ideias. Para o filósofo, “Ideia” não é uma cogitação da razão ou fantasia e sim, a realidade essencial.
O amor em Platão é falta. Neste caso, o amante busca no amado a ideia – verdade essencial – que não possui. Quando isso acontece, supre a falta e se torna pleno. (...) Sim, a pessoa fica perfeita.
Mas, não foi para filosofar que me dediquei a escrever, hoje. Quero mesmo falar “daquele” amor. Aquele que nos faz fazer tudo que não deveríamos, mesmo sabendo que não deveríamos. Isso é amor, pra mim. Amor é loucura.
Amores impossíveis, na verdade, são os mais verdadeiros, sinceros. Talvez, por isso são impossíveis. Amor é sonho.
É comum a gente se apaixonar por quem não deveria. Muitas vezes, amamos que não merece ou não está aberto para tanto sentimento. E, tantas outras, amamos sem querer amar e por isso queremos amar ainda mais. Entendeu? Não? Explico: quanto mais você não quer, mais vontade dá. Coisa de gente apaixonada. O amor é complicado.
Em todos os casos citados acima, tudo o que a gente quer é reciprocidade. Infelizmente, poucas vezes ela acontece. Ora a pessoa é comprometida; ora ela também já tem um amor impossível; e, ora, ela simplesmente não te quer. Fazer o quê? É a vida. Mesmo sendo um sentimento, muitas vezes, o amor é racional demais.
Seja qual for a alternativa, muitas das vezes, a gente sofre um pouco. É muito ruim não ser correspondido. É muito ruim ter planos para alguém e esse alguém não querer fazer parte deles. É ruim não ser amado por quem a gente ama ou se apaixona. Mas, pior do que tudo isso é não amar. É bom amar.
É bom correr riscos e fazer coisas que você jamais faria. É bom enfrentar o mundo por acreditar em algo, em alguém. É bom sorrir de coisas aparentemente tolas, mas que passam a ter graça e importância pelo simples fato de uma pessoa estar ao seu lado. Até jogar Jogo da Velha passa a ser a coisa mais divertida do mundo, desde que seja com “aquela” pessoa. Não há nada que se compare ao sorriso de alegria da pessoa amada ao receber um carinho, um presente ou simplesmente sua atenção. É bom, muito bom, conquistar um grande amor. É melhor ainda reconquistar esse amor todos os dias. É bom ter a quem dar colo, é bom receber colo do seu amor. Sim, é bom amar.
Mas, infelizmente, por não saber amar, nem sempre iremos perceber tudo isso.
Amor não se procura ou caça. Ele simplesmente vem. Mesmo sem querer. Não há definição para tal sentimento. O que importa, de verdade, é vivê-lo – intensamente. Não perca tempo procurando um amor em sites de relacionamento. Não perca noites de sono pelos simples fato de estar sozinho. Pelo contrário: durma bem e acorde motivado, sorridente para que, ao ver seu sorriso, “aquela” pessoa se encante, se apaixone, e o amor passe a ser a única e mais importante semelhança entre vocês dois.
É isso!

3 comentários:

Mônica disse...

Vc já leu A Uma Passante de Baulaire? Acredito que sim... mas se não. É um belo poema :)
E no início do seu texto vc fala que infelizmente tudo que é humano tende a acabar... eu penso, às vezes, que tudo que é humano pede um recomeço.
E vc é bom de dar conselho sim... :)
Bom trabalho!

Mônica disse...

Correção: Baudelaire

Jaki disse...

oi.
1º: Não gopstei de não ter sido a primeira a postar um comentário aqui. Sabe q to te apoiando muito nessa iséia de blog...rsrsr mas... fazer o que?
2º concordo com vc... em tudo..amar agente não escolhe, agente não procura, simplesmente acontece! se agente pudesse colocar freios, agente punha. se fosse algo concreto, agente arrancava, mas o negócio costuma surgir pela pessoa que na maioria dos casos, é a pessoa q vc jamais deveria se envolver, e qto mais vc tentar esquecre isso, mas tem efeito contrario...
Paulo amei, adoraei mesmo! fiquei rindo de vc, inclusive acho cruel alguém que deixa uma pessoa assim