Palavras soltas...

(...) "Tenho aprendido muitas coisas nos últimos tempos. Uma delas é que jamais podemos deixar para amanhã um gesto de carinho, um sorriso verdadeiro, uma declaração de amor."

Confira a crônica completa clicando aqui.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Ponto de vista




Desde ontem tenho escutado, lido e assistido várias pessoas falando sobre o massacre ocorrido no Realengo, Rio de Janeiro.
Triste.
Não sou nenhum especialista e pouco, muito pouco, entendo sobre a complexidade do pensamento e do coração humano. Não entendo nem a mim mesmo.
Mas, no entanto, entendo que falta amor às pessoas.
Falta amor pelo próximo. Falta respeito.
O assassino, arrisco afirmar, não se sentia amado. Talvez fosse. Talvez não. Aqueles que por ele deveriam ter algum amor já estão mortos: seus pais. Mas isso é só o que eu acho.
Só a ausência total de amor pode explicar o fato de uma pessoa tentar contra a vida do seres mais puros que existem: as crianças.
Ontem mesmo, uma pessoa muito especial me disse que o que devemos fazer é rezar por todos – pelos que se foram e, principalmente, por aqueles que permaneceram, na angustiosa e dilacerante dor de perder um ente querido.
Talvez não haja dor maior do que perder um filho.
Mesmo com a minha pouca ou nula fé, acredito que essa pessoa tenha razão. É preciso ter um lugar onde se amparar.
A partir de agora, entretanto, várias discussões devem surgir. Algumas, como a questão do desarmamento, são necessárias. Outras, infelizmente, surgirão alimentadas pelo oportunismo de alguns espíritos de porcos.
Nenhuma, porém, vai trazer de volta à vida as vítimas desse dia 7 de abril de 2011. Aliás, nada trará.
Há quem diga que tudo isso seria resolvido com educação. Não creio. Em países muito mais desenvolvidos neste quesito, tragédias semelhantes a essa acontecem todos os anos. Para respeitar o próximo não é preciso saber ler e nem escrever. É necessário apenas enxergar o outro como semelhante.
Não sou o Senhor da Razão. Nem tenho essa pretensão. Mas, repito, a mais simples e eficaz atitude a ser tomada para evitar tragédias como essa e outras tantas é simplesmente a adoção, na prática, da lei maior, a Lei do Amor.
Amar, ao contrário do que muitos acreditam, não é fazer de tudo para que alguém seja feliz. O fato de eu não fazer nada para atrapalhar já está de bom tamanho. Amar não é o fato de fazer declarações e lindas canções de amor. Amar não é sair distribuindo sorrisos e abraços àqueles que você mal conhece. Amar é pura e simplesmente, respeitar as diferenças e aceitar que no mundo todos podem viver em paz. Amar é ser do bem, é preferir a paz, a vida.
Faltou amor, sobrou a dor.

6 comentários:

Aline Ferreira disse...

Me fez chorar, Fernando.
Mas tbm fez refletir.

Lindo.
"Só o amor constrói" - Santa Terezinha.

Bju.
Apareça você sumiu.


(tá dando problema na hora de comentar no seu blog. O login n da certo)))

Luciene disse...

"É só o amor! É só o amor..." (Renato Russo)

O amor, infelizmente, está ficando cada vez mais escasso... preocupante.
:(

Bom fds.

bjim

Ney disse...

E quem votou a favor contra o desarmamento, como esta se sentindo agora?


Falta só respeito e amor. Ponto.


Abraço

Jéssica disse...

Incrível como vce consegue escrever de uma coisa tão triste de forma tão leve e suave. vce é mesmo diferente!

resumindo, acho que o que falta é mesmo amor entre as pessoas. Se não amor, pelo menos cordialiade e respeito.

Bjão
:( Saudades de Uberaba

Mônica de Andrade disse...

Tem uma música de Chico César que diz assim: "Paz: eu não quero mais ou menos; Paz: não deixemos pra depois; Paz pra mãe, pro irmão, para o outro e para nós"

Beijooos

André disse...

Bela abordagem.

Falta educação também. Mas o principal é mesmo o amor, o respeito.
Saudações.