Palavras soltas...

(...) "Tenho aprendido muitas coisas nos últimos tempos. Uma delas é que jamais podemos deixar para amanhã um gesto de carinho, um sorriso verdadeiro, uma declaração de amor."

Confira a crônica completa clicando aqui.

sábado, 20 de novembro de 2010

Sobre o chororô...

Há muito tempo, bem antes de tudo, antes mesmo da criação desse planeta no qual vivemos e ao qual deram o nome de Terra, houve uma reunião entre os deuses do futebol.
Apesar de o esporte nascer bem depois, milhões de anos depois, mais ou menos quando os responsáveis pela criação ainda davam formas ao continente chamado Pangeia, onde mais tarde jogariam suas primeiras partidinhas de futebol – quando o couro de boi ainda nem existia – os deuses já sabiam como eram as coisas. Afinal, eles são deuses e sabem o que dizem.
Eis que, nessa reunião, os sábios queriam procurar o nome ideal para o sentimento triste e arrebatador provocado pela derrota. Se era um jogo alguém teria que vencer e, por isso, alguém deveria perder. Foi aí que, após uma longa discussão sobre qual palavra soaria melhor no idioma universal vindouro, nasceu a palavra Fluminense!
Sim raro leitor e querido torcedor, o Florminense é obra dos deuses que, após várias discussões filológicas chegaram à esta sábia decisão. Com seres perfeitos e acima de nós não se discute – apesar de saber que existe o livre arbítrio e a liberdade de expressão. O Flor, nada mais é do que a alegria daqueles que amam a vitória e que, por incrível que pareça, não são torcem por ele. O Flor é o oposto do vencedor. O Flor é a panacéia para os times que precisam vencer. Exatamente: o Fluminense, em toda sua pequenez, é, como se diz no popular, um saco de pancadas.
Como quase sempre acontece, eles conseguiram, sabe-se lá como, provocar paixões – paixão não se explica – e conquistaram alguns poucos adeptos que, nos raros dias em que conseguem vencer uma partidazinha, fazem questão de gritar para os quatro cantos do mundo que são torcedores.
Além disso, como erva daninha, nasceram outros pequenos grupos que se identificaram muito com o caso do Flor. Anos mais tarde, sem a ajuda dos deuses, os homens criaram o Botafogo – que, teima em não aceitar seu destino de derrotado e chora que nem criança querendo leite – e, um pouco mais tarde, o Cruzeiro, a sensação derrotacional do momento!
Um coisa é interessante. O Cuca é o rei desses times de chorões. Quando passou pelo Foguinho, teve até caso de jogador dando trabalho nos vestiários após tomarem um sacode do Mengão Justiceiro e Paizão Malvado.
Enfim, o Flor fez escola e agora somos obrigados a aguentar essas Mariazinhas chorando por conta de uma derrota. Queria eu que todos os derrotados fossem como o Vice da Gama. O Vice perde, toma lavada, é goleado, não ganha umazinha, mas sempre está lá, prontinho e arrumadinho para perder de novo, sem reclamar... Apesar de não acreditar em destino, admiro os viceínos pelo fato de eles acolherem com temor e gratidão aquilo que lhes foi oferecido pela vida: o papel de protagonista no mundo futebolístico. Eles aprenderam os ensinamentos dos deuses que, enquanto um nasce para sofrer, o outro ri. Vejam se aprendem seguidores do Cuca!

4 comentários:

Amandinha disse...

kkkkkkkkkkk
adorei, Fernando!


Vc é mal demais!!!!!!!!


Bjos, saudades!

Daniela Avelar disse...

Voce tirou mta onda com o fluminense, mas agora eles ao lideres e o seu timinho esta la embaixo na tabela.
E o meu corinthians ainda tem chance de sre campeao.

De qualquer jeito, o texto ficou otimo e muito engraçado!

bjoooo

Aline disse...

Meu corinthians vai dar a volta por cima. So sei disso!
quero mesmo que o flu entregue o ouro!!!

bjos...

saudades de suas crônicas mais - digamos - românticas!

Anônimo disse...

Il semble que vous soyez un expert dans ce domaine, vos remarques sont tres interessantes, merci.

- Daniel