Palavras soltas...

(...) "Tenho aprendido muitas coisas nos últimos tempos. Uma delas é que jamais podemos deixar para amanhã um gesto de carinho, um sorriso verdadeiro, uma declaração de amor."

Confira a crônica completa clicando aqui.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Aquele sentido...

Eu e meus devaneios...
Enquanto esperava até que meu X-bacon de cada dia ficasse pronto, fiquei viajando na maionese e, sem querer, cheguei à conclusão de que às vezes a gente espera por algo/alguém sem se dar conta de que está esperando.
Hã?
Tipo: você não sabe, mas está esperando pela chegada daquela pessoa. Pode ser a chegada, a primeira vez. Mas pode ser um retorno.
Mesmo não sabendo explicar isso, sei que acontece. Algo me diz que acontece. É real.
Às vezes, mesmo sem saber, você está esperando aquela pessoa retornar à sua vida.
Aquela pessoa que você não vê há anos e, sem hipocrisias, que você nem se lembrava mais... Ainda assim, não é esquecimento.
Mas, de repente, ela aparece! Reaparece!
Isso é tão bom!

Essa é a hora em que o olfato entra em cena.
Já ouvi dizer que de todos os sentidos, o olfato é o que está mais intimamente ligado às regiões do cérebro envolvidas com memórias e emoções, boas ou não.
E aí, naquele abraço do reencontro o olfato te faz sentir aquele cheiro. Com o cheiro, o perfume, emergem lembranças de um tempo bom que, talvez, você já havia se esquecido – ou pelo menos achava isso.
O olfato, como eu li em um livro, é o melhor elo com o passado. É o sentido mais forte para redescobrir histórias antigas.
E mesmo que não tenha havido histórias, pode acreditar, é a partir do olfato que elas começarão a ser escritas. Para que você sinta de novo esse perfume tão bom e envolvente, a história não pode simplesmente acabar no reencontro. Ela tem e deve continuar...

É por causa daquele perfume, daquela lembrança da noite anterior que você fica imaginando como seriam as coisas.
Certas situações fogem ao nosso controle e, sendo assim, algumas das nossas percepções mais íntimas, inevitavelmente vêm à tona.

Fica se deliciando sozinho e parecendo um tolo com o beijo que ainda não veio e talvez nem virá. Mesmo assim, como se tivesse sido enfeitiçado com aquele cheiro, sonha.
Fica pensando como seria poder sentir aquele perfume impregnado em sua pele, fato causado pela proximidade inevitável e pela necessidade de manter dois corpos o mais juntos possível.
É o olfato que te faz dormir tranquilo ao sentir a suavidade daquele perfume que ficou em sua camisa após o abraço de despedida.
É! Hoje, depois daquele abraço, nada de pijamas... É dia de dormir com aquela camisa. Acordar e sorrir ao sentir de novo aquele cheiro particular. Assim, dessa forma, você conseguirá reviver momentos e sensações em seu universo particular.
Mas é também o perfume – aquele perfume – que vai lhe tirar o sono.
Você não vai dormir.
Vai sentir saudade, vontade, tesão, arrepios e até mesmo confusão. Mas sono, não.
(...)
Que cheiro bom...

4 comentários:

Jéssica disse...

Nossa, PF, adorei a cronica!
É estranha demais a vida. Já percebeu que certos reencontros nem parecem reencontros? fica aquela impressao de q estamos vendo a pessoa pela primeira vez... é estranha mas é fantastica ao mesmo tempo.
bjo...
Ainda ei de ler um livro seu.

Luciene disse...

ViXeeeee!

Perfeita. O olfato é sim o melhor elo com o passado, nos faz lembrar quem somos... muitas vezes quis eternizar momentos e este sentido torna isto possível.

Bjim

Juliana disse...

Já ficou longe de alguém por muito tempo e quando se reencontraram parecia que não se viam apenas há um ou dois dias? É estranho como alguns sentimentos podem ficar escondidos até da gente mesmo... Junto com esse olfato vem também o gosto, aquele que não sai da sua boca e ninguém mais tem igual...

Izza disse...

Talvez seja por causa do cheiro que fica é que os momentos serao eternos!
Adorei essa coisa de reencontros... sera que reencontramos alguém pelo olfato? seria demais né?

como sempre, cronica linda e perfeita!

mil bjos